SÃO PEDRO E SÃO PAULO-Dom Frei Caetano Ferrari, O F M



SÃO PEDRO E SÃO PAULO

Os Santos Apóstolos São Pedro e São Paulo são chamados “as duas colunas da Igreja”. A teologia afirma que eles revelam duas faces constitutivas da Igreja: Pedro, a instituição, o magistério, a autoridade, e Paulo, o carisma, a missão. A Igreja os tem tão unidos que “onde está um está o outro”. O prefácio da solenidade proclama esta verdade de fé: “(Ó Deus eterno), Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo anunciou a vossa doutrina, manifestando às nações o Evangelho da salvação. Ambos, por meios diferentes, reuniram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, receberam por toda a terra igual veneração”.

Pedro, a rocha da Igreja - Mt 16, 13-19.

Conforme São Mateus escreve nesta página do seu Evangelho, Jesus testou a fé dos Apóstolos sobre quem ele é, perguntando-lhes pela opinião de pessoas do povo e deles mesmos. Isso aconteceu quando Jesus e eles se encontravam em Cesareia de Filipe, região pagã habitada por muitos romanos, onde também foram evangelizar. Jesus lhes perguntou: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Uns afirmam que é João Batista, outros que é Elias, outros ainda, que é Jeremias ou um dos profetas”. Pedro tomou a palavra e disse: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Jesus lhe respondeu: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu”. Sobre esta fé de Pedro, Jesus edificou sua comunidade, a Igreja, ao declarar: “Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos céus, tudo que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

A Igreja perseguida rezava; foi atendida pelo envio de um anjo - At 12,1-11.

Aqui neste trecho dos Atos, São Lucas conta que Herodes mandou prender Pedro nos dias dos pães Ázimos. Ele queria apresentar Pedro à morte depois da Páscoa. Então, o aprisionou com correntes no cárcere e mandou vigiá-lo fortemente com quatro piquetes de quatro soldados cada um. A Igreja, porém, permanecia em orações a Deus por ele. Lucas narra que o Senhor atendeu suas preces e enviou um anjo para libertá-lo milagrosamente. À noite, o anjo do Senhor apareceu, tocou o ombro de Pedro, o acordou e lhe disse: “Levanta-te depressa!” As correntes que o prendiam caíram-lhe das mãos. O anjo continuou: “Coloca os cintos e calça tuas sandálias... Põe tua capa e vem comigo”. Pedro achava que era uma visão. No entanto, passaram pela primeira e segunda guarda e, chegando ao portão de ferro, que dá saída à prisão, esse abriu-se sozinho. Eles saíram à rua e o anjo o deixou. Pedro deu conta de si e exclamou: “Agora sei que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava”.

Combati o bom combate, guardei a fé - 2Tm 4,6-8.17-18.

Paulo está convencido de ter feito o melhor que pôde para evangelizar toda gente, depois da sua conversão, quando aderiu firmemente a Jesus Cristo como Messias e Salvador, até agora quando, chegando no fim de sua carreira, se aproxima do momento de sua partida. Ele confessa: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. O Senhor me assistiu e me revestiu de força, a fim de que por mim a mensagem fosse plenamente proclamada e ouvida por todas as nações. E eu fui libertado da boca do leão”. Por fim, Paulo termina, louvando o Senhor: “A Ele a glória pelos séculos. Amém”.

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