O bom pastor dá a vida por suas ovelhas-Dom Frei Caetano Ferrari, O F M




Jesus é o bom pastor - Jo 10,121-18

Na página evangélica da Missa de hoje, 4º domingo da Páscoa, o evangelista João toma uma imagem muito cara ao profeta Ezequiel, a imagem do Bom Pastor, para expressar que Deus mesmo irá apascentar o seu povo. Segundo João, Jesus explica que o Bom Pastor não pode ser confundido com um mercenário. Jesus diz que conhece pessoalmente as suas ovelhas, e elas O conhecem, assim como o Pai O conhece e Ele conhece o Pai. O mercenário ao contrário abandona o rebanho à sua própria sorte no momento do perigo. O mercenário vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. Sendo Bom Pastor, Jesus não teme perder a vida, mas sente-se revestido de toda a coragem para dar livremente a sua vida pela salvação do rebanho. A vontade do Pai é esta: Que Ele dê a vida por todo o rebanho dos filhos de Deus dispersos e espalhados pelo mundo e não apenas para algumas ovelhas. Como ensina Jesus, há que se entender que a salvação não é um sacrifício obrigatório, mas que é sim uma opção livre de amor e de misericórdia. Além do mais, Jesus declara que cumpriu essa promessa que Deus fez aos antepassados, especialmente, ao profeta Ezequiel. Pois Ele é o Bom Pastor que o Pai enviou para salvar o seu povo (Cf Ez 34). Jesus ressuscitado é quem realizou essa promessa do Pai. O dom da salvação é universal, segundo se pode entender por estas palavras de Jesus que disse: “Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco: também a elas devo conduzir; elas escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só Pastor. Preciso reuni-las para que haja um só rebanho e para salvá-las”. Fechando o trecho deste Evangelho, Jesus diz: “Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; essa é a ordem que recebi do meu Pai”. Vós que prometestes permanecer conosco como o Bom Pastor até o fim do mundo, ficai conosco hoje e sempre. Nós vos agradecemos, ó Cristo, Bom Pastor, que destes a vida por nós, suas ovelhas, e vos pedimos: Guiados por nossos pastores, fazei-nos crescer na fé, esperança e caridade. Amém.

Jesus é a pedra angular sobre a qual se apoia a nossa salvação - At 4,8-12

Lucas conta neste trecho de Atos que Pedro precisou rebater a crítica que os chefes do povo e anciãos levantaram diante do Sinédrio contra Pedro e os Apóstolos por terem feito o milagre da cura de um aleijado. Pedro faz uma firme proclamação de fé: foi “no nome de Jesus Cristo Nazareno” que o milagre foi feito. Afirmou também que Jesus está vivo e que Ele é o único salvador da humanidade e em Cristo se realizou o plano salvífico de Deus. Pedro toma de Isaías a imagem da pedra angular e assaca contra eles essa declaração: “É Ele a pedra que vós, os construtores, rejeitastes, e que se tornou a pedra angular. Pois não há sob o céu outro nome dado aos homens pelo qual devemos ser salvos.” Jesus Cristo é, portanto, o nosso único mediador colocado entre o céu e a terra no qual cada homem pode ser salvo. Pedro que havia fraquejado e negado a Jesus antes do canto do galo, transformou-se agora, fortalecido pelo Espírito Santo, em testemunha fidedigna de Cristo.

Veremos a Deus tal como Ele é - 1Jo 3,1-2

João exalta aqui a prova de amor que o Pai nos deu: “que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos! Eis por que o mundo não nos conhece, porque não conheceu a Deus.” Se agora somos verdadeiramente filhos de Deus, somos objetos do amor do Pai. Essa nossa realidade só pode ser compreendida por aqueles que conheceram a Deus, ou seja, por aqueles que renasceram do “Alto”, da “água e do Espírito”. Uma realidade que abre para a esperança da revelação daquilo que somos de fato: filhos de Deus. “Celebremos ao Senhor, porque Ele é bom, porque o seu amor é para sempre” (Sl 117). Amém.

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