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MENSAGEM DE GRATIDÃO E ESPERANÇA NO DIA DA NOMEAÇÃO EPISCOPAL



Irmãos e Irmãs em Jesus Cristo A todos vós, “graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Fl 1,1). “Chamando os doze discípulos (...) Estes são os nomes dos doze apóstolos (...) Jesus enviou estes doze (...) No vosso caminho, proclamai: ´O Reino dos Céus está próximo`” (Mt 10,1-7). (Do Santo Evangelho deste dia 8 de julho).

À luz destas palavras da Sagrada Escritura, venho, antes de tudo, humildemente agradecer a Deus pelo chamado do Santo Padre, o Papa Francisco, que nesta data de 8 de julho de 2020 se dignou me nomear para servir a Igreja como Bispo, Auxiliar na Arquidiocese de São Paulo, um Pastor no Rebanho do Senhor. Ele me chamou pelo nome, me escolheu, me enviou, aqui estou. O Pai sempre surpreende com seu imenso amor e bondade ao confiar em mim e me enriquecer com este dom do ministério episcopal, “pois sei em quem acreditei, e estou certo de que ele é poderoso para guardar até aquele dia o bem a mim confiado” (2 Tm 1, 12). Com muita fé acolho esta nomeação, e de coração dei meu assentimento, com tremor e temor, mas sei que é o mesmo Senhor, pelo Sucessor de Pedro, que me convida a continuar servindo com amor e dedicação a sua Igreja, agora na Ordem Episcopal. Neste tempo histórico, único, de pandemia, de luta e cuidado pela vida, sou chamado a continuar amando e seguindo Jesus, ser seu discípulo missionário, no múnus de ensinar, santificar e apascentar, com a Sagrada Escritura, o Santo Evangelho, em unidade e comunhão com a Igreja, fiel à sua Tradição e Magistério, a serviço da humanidade, e em particular, do povo de Deus na cidade de São Paulo.

Confesso minha surpresa e desconcerto em receber o chamado, que me trouxe grande angústia interior, perguntando-me diante de Deus o porquê desta nova missão, tão exigente e desafiadora. Na oração, na Palavra de Deus e na Eucaristia, invocando o Santo Espírito, especialmente o dom do discernimento, busquei compreender qual a vontade de Deus sobre mim. Reconheço toda a minha indignidade, dos pecados pedi perdão, e dei o meu “sim”, a exemplo de Maria: “eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Até aqui o “Senhor veio em meu auxílio e me deu forças” (2 Tm 4, 17). E sei que continuará comigo, sua graça é a força na minha fraqueza, seu Espírito me conduzirá. Neste dia uma saudação especial à minha família, berço e fonte de toda vocação, à minha mãe, que sempre reza por mim, e a quem peço a bênção; meus irmãos, cunhadas, sobrinhos, e a meu pai já falecido, que está junto de Deus, invoco sua intercessão.

Desde o seio de minha família, profundamente cristã, aprendi o caminho da fé e da comunidade eclesial, nela senti o chamado do Senhor, e meus pais foram promotores vocacionais ao levar-me para o Seminário, ainda adolescente. Fui respondendo com liberdade e gratuidade à vocação, e me consagrei a Deus pelos votos, como religioso, e recebi o ministério presbiteral. Ao agradecer com carinho a família, não posso deixar de recordar a terra natal, Forquilhinha/SC, a comunidade de Sanga do Engenho, onde nasci, a Paróquia Sagrado Coração de Jesus e a Diocese de Criciúma/SC, que na pessoa de seu Bispo, D. Jacinto Inácio Flach, quero a todos saudar, na paz e fraternidade. Meu pensamento vai para minha Família Religiosa, os Rogacionistas do Coração de Jesus, a quem pertenço e sempre pertencerei. Minha saudação ao Superior Geral, Pe. Bruno Rampazzo, e o Superior Provincial, Pe. Geraldo Tadeu Furtado, que me sustentam com a oração nesta hora, e através deles abraço fraternalmente meus coirmãos religiosos, e a inteira Família do Rogate. Nesse Instituto vivo a alegria e a beleza da vida fraterna e missão em comunidade e pude servi-lo em muitos campos apostólicos e também nas instâncias de animação e governo. O carisma e a espiritualidade do Rogate comportam a compaixão e ardor pela messe abandonada, diante do povo cansado e abatido por falta de bons pastores. Este mandato do Senhor Jesus continuará ressoando no meu coração e na Igreja Particular de São Paulo, onde estarei. Pela intercessão de Santo Aníbal Maria Di Francia, apóstolo da oração pelas vocações, Fundador de duas Congregações Religiosas, os Rogacionistas e as Filhas do Divino Zelo, quero continuar sendo um bom e santo operário da messe, anunciando e testemunhando sempre o que Jesus pediu: “Rogate ergo Dominum Messis ut mittat operarios in messem suam” (Mt 9, 35-38; Lc 10,2). Um pensamento e gratidão particular à Comunidade Rogacionista de Bauru, aos coirmãos religiosos e seminaristas, à casa de formação do propedêutico, às obras socioeducativas, e à querida Paróquia Nossa Senhora das Graças, onde estou como pároco desde final de outubro de 2016. Foram anos maravilhosos que me fizeram experimentar a riqueza e a maravilha da evangelização, junto às comunidades, famílias, pastorais, grupos, associações e movimentos. Uma paróquia rica de tantos dons e ministérios, aberta e generosa, unida e participativa, com ela e para ela fui padre, pai, irmão, amigo. Continuem rezando por mim e me sustentando nesta nova missão, comigo vos levarei, e sempre vos guardarei no meu coração de pastor. Saúdo e agradeço a D. Caetano Ferrari, OFM, Bispo Emérito, que me acolheu quando aqui cheguei, e a D. Rubens Sevilha, OCD, atual Pastor da Igreja de Bauru, que me sustenta nesta hora e me encoraja, com sua palavra e testemunho, ao assumir este novo ministério. Expresso meu agradecimento ao Povo de Deus desta Diocese, a todo o clero, pela frutuosa fraternidade presbiteral, aos religiosos e religiosas, por termos testemunhado juntos nossa consagração, aos fiéis leigos e leigas, por ter sido tão amorosamente acolhido e apoiado, e ter tido a graça de servir esta Igreja em alguns setores de animação e formação.

E agora, olhando para frente, com alegria e esperança, quero dirigir-me particularmente ao Excelentíssimo Cardeal Arcebispo de São Paulo, D. Odilo Pedro Scherer, que me acolhe filial e fraternalmente como Bispo Auxiliar, em sua Igreja particular, tão amada, e que tem como Patrono o Apóstolo das Nações, São Paulo. Na pessoa de D. Odilo saúdo os demais Bispos Auxiliares, todo o clero, seminaristas, consagrados e consagradas, cristãos leigos e leigas, uma bela, diversa e múltipla realidade de dons e carismas, serviços e ministérios, que constituem o rosto, o coração e o espírito deste Povo de Deus, o corpo místico de Cristo. Espero com a ajuda de todos me inserir na caminhada “sinodal” de comunhão, conversão e renovação missionária, e contribuir com minha vida e ministério. Desde já faço meu o lema que anima o Sínodo Arquidiocesano, pois “Deus habita esta cidade: somos suas testemunhas”. Irei de coração aberto, acolhendo o que Deus para mim preparou e servir esta Igreja com generosidade, na missão que me for confiada. Na alegria que encheu o coração de Maria, maravilhada diante do anúncio do Anjo para ser a Mãe do Salvador, olhando para a humildade de sua serva, exprimo minha alegria e esperança, gratidão e confiança. Maria, Mãe de Deus e da Igreja, Nossa Senhora das Graças, me guarde e proteja. Rezem por mim e pela Igreja de São Paulo. Minha prece e benção.


Bauru, São Paulo, 8 de julho de 2020


Pe. Ângelo Ademir Mezzari, RCJ



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