JESUS ENVIA SEUS MISSIONÁRIOS-Dom Frei Caetano Ferrari, O F M


Jesus envia os doze apóstolos dois a dois a evangelizar - Mc 6,7-13.

Conforme este texto de São Marcos, para bem cumprirem sua missão evangelizadora, Jesus deu aos doze seu poder sobre os espíritos imundos para expulsá-los, sobre os doentes para curá-los, e o de pregar o Evangelho do Reino. Ao mesmo tempo Jesus orientou-os quanto às condições comportamentais com que deverão se revestir, a partir da observância da norma evangélica do despojamento de si mesmos e do tanto melhor quanto menos coisas levarem consigo, isto é: só podem levar um par de sandálias e o cajado; não devem levar pão, nem alforge, nem dinheiro. Podem entrar nas casas, mas, se não forem recebidos, sacudirão o pó de suas sandálias em testemunho contra a cidade que não os receber e seguirão para outro lugar. Assim sendo, livres de ambições materiais e apegos humanos, como conta São Marcos, lá vão os doze a executarem o mandato missionário e profético recebido de Jesus. Por onde passam convidam as pessoas à conversão, expulsam muitos demônios e curam numerosos doentes. O apóstolo pelo mandato missionário deve antes de tudo escutar a Palavra de Deus, para depois a anunciar aos homens, pelo mandato profético deve primeiro procurar o rosto de Deus para depois mostrá-lo aos outros. O anúncio fundamental da Evangelização, a mensagem primeira do Evangelho a anunciar, consiste em proclamar a toda gente, alto e bom som, que está perto o Reino dos Céus. Todavia, a Palavra e o Rosto de Deus falam de salvação, justiça, libertação, paz, misericórdia e verdade. Pela mensagem evangélica ficamos sabendo também que o perfeito e definitivo revelador da Palavra e do Rosto do Pai é Jesus Cristo.

Deus nos predestinou para sermos santos diante dele no amor - Ef 1,3-14.

Este trecho, São Paulo o escrev


eu em forma literária de oração, não de carta, sem prejuízo de ressaltar aspectos doutrinais de sua catequese. Por exemplo: Deus nos escolheu desde antes da criação do mundo para a filiação divina, a santidade, o amor e a unidade em Cristo; Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por Jesus Cristo, nos garantiu o perdão do pecado, a nossa participação em seu Reino e glória; Paulo detalhou os nossos privilégios cristãos da redenção, do conhecimento e da herança. E declarou que esses privilégios são de todos, pagãos e judeus, tendo todos recebido, como penhor da herança, o dom do Espírito.

Missão do profeta - Am 7,12-15.

Ninguém se faz profeta por conta própria. Deus é quem escolhe e chama aquele que Ele quer, independentemente de ser ou não digno, de estar ou não preparado. Por conseguinte, Deus


escolheu Amós, um pastor e agricultor, para uma missão específica, a de profetizar para Israel, seu povo. Amasias, o sacerdote oficial do templo real de Betel tomou Amós por um dos profetas de profissão e o expulsou dizendo: “Vai-te embora daqui ó vidente. Retira-te para o teu país de Judá e vai lá ganhar o teu pão e profetizar. Mas aqui em Betel estás proibido de profetizar de agora em diante, porque este é um santuário do rei e aqui está a corte do reino”. Amós respondeu a Amasias, dizendo: “Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. O Senhor me chamou quando tangia o rebanho e me disse: “Vai profetizar em meu nome para Israel, meu povo”. Pois aqui estou, com mandato divino, para fazer tudo conforme a vontade do Senhor. Amós é apenas um instrumento escolhido por Deus e enviado ao povo de Israel. Vê-se com clareza que o ofício de profeta é uma vocação divina e uma instituição para uma missão divina. Amós deverá cumprir a sua missão apesar da desaprovação de muitos, como soe acontecer com os profetas bíblicos.


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