EU SOU O PÃO VIVO DESCIDO DO CÉU-Dom Frei Caetano Ferrari, O F M


Agosto, mês vocacional: É dedicado à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações. Por isso, lembra-se:

1ª semana: vocação para o ministério ordenado: diáconos, padres e bispos;

2ª semana: vocação para a vida em família (atenção especial aos pais);

3ª semana: vocação para a vida consagrada: religiosos/as e consagrados/as seculares;

4ª semana: vocação para os ministérios e serviços na comunidade. Último domingo de agosto: Dia Nacional do Catequista.

“Quem comer deste pão viverá eternamente” - Jo 6, 41-51.

“Pois o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo”. Assim Jesus está dizendo aos judeus, conforme o relato de São João neste trecho evangélico da Liturgia de hoje. Os judeus não conseguem ver a manifestação de Deus em Jesus e, incrédulos, murmuram contra ele: “Este não é Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos? Como diz agora: Eu desci do céu?!” Duvidando que Jesus fosse a encarnação de Deus, julgam-no um homem comum, um simples mortal, de quem se conhece o pai e a mãe. Jesus, porém, contesta este pensamento. Segundo São João, Jesus se apresenta como aquele que revela plenamente o Pai, sublinhando que “ninguém pode vir a mim se o Pai não o trouxer”. Jesus afirma a importância da fé: “Em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna”. Mais ainda, Jesus se revela melhor a si mesmo, repetindo que é o “pão vivo que desceu do céu. E quem comer deste pão viverá eternamente”. Isto acontecerá quando ele tiver sacrificado a sua carne, isto é, tiver ofertado a si mesmo em oblação como dom para a vida do mundo. A Eucaristia é o memorial desta doação e morte do Senhor por nós.

Com a força daquele alimento, Elias subiu ao monte de Deus - 1 Rs 19,4-8.

Segundo esta leitura, Elias foge da perseguição da rainha Jezabel e avança pelo deserto, onde é tomado pelo desânimo e pela angústia. Inclusive o desejo de morrer lhe invade o coração. Ele revive a história do seu povo quando da travessia do deserto, repetindo o murmúrio dos hebreus contra Deus, por causa do alimento do maná. Mas o anjo do Senhor vai ao encontro de Elias para o encontrar e o fortalecer, trazendo pão e água uma vez, depois trazendo outra vez. Fortalecido por este alimento o profeta chega depois de quarenta dias até o monte sagrado onde Deus apareceu a Moisés, o Horeb, a montanha da Aliança. Assim sendo, ele compreendeu que o Senhor está com ele e quer revelar-se a ele, como fez outrora com Moisés.

“Andai em amor, assim como Cristo nos amou” - Ef 4,30-5,2.

São Paulo incentiva os cristãos de Éfeso a lutar pela edificação da unidade da Igreja. Primeiramente, afastando do seio da comunidade tudo o que divide: amargura, exaltação e cólera, palavra pesada e injuriosa, e toda malícia. Pois tudo isso entristece o Espírito Santo de Deus. Depois, praticando o bem: sendo bondosos e compassivos, perdoando-se mutuamente, como “Deus em Cristo vos perdoou”. Porque tudo isso agrada o mesmo Espírito Santo. É assim deste modo que deveis viver e vos amar, segundo o modelo de Cristo, diz o Apóstolo. Pelo vosso empenho “de tornar-vos imitadores de Deus, como filhos amados, andando no amor, assim como Cristo também nos amou e se entregou por nós a Deus como oferta e sacrifício de odor suave”.

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