EU SOU O PÃO DA VIDA-Dom Frei Caetano Ferrari, O F M



O pão do céu é o que desce do Pai e dá vida ao mundo - Jo 6, 24-35.

Assim fala Jesus neste trecho do Evangelho de São João lido na Santa Missa deste domingo. Todavia, Jesus vai se revelando a si mesmo através da riqueza do milagre da multiplicação dos pães que ele realizou e que significa muito mais do que fartura e alimento material que mata a fome do corpo. Pois Jesus disse à multidão que o seguia: “Em verdade eu vos digo que estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo que permanece até a vida eterna e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com o seu selo”. Então aquelas pessoas lhe perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Ao que Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Eles tornaram a perguntar: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obras fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. Jesus respondeu: “Em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. Então lhe pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Jesus prosseguiu aprofundando a revelação de si como alimento espiritual que não perece. São João diz que o acesso a esse alimento é a fé no Enviado de Deus, Cristo Jesus. Em outras palavras, por meio da fé, cremos na pessoa de Jesus que disse de si mesmo: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

Vou fazer chover pão do céu para vós - Ex 16,2-4.12-15.

O povo aprendeu dos profetas a ler fenômenos naturais, que se apresentavam de forma extraordinária, com um significado providencial de fundo religioso, como um sinal divino, uma manifestação de Deus, um milagre destinado a socorrê-lo. Nesta página do Êxodo se fala do maná, que caía toda manhã e servia de alimento para saciar a fome do povo no deserto, o qual, por conseguinte, o Senhor o apresentou como o pão descido do céu. O povo não sabia o que era e se perguntava: “Que é isto?” Moisés respondeu: “Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento”. O povo também se queixava porque não tinha carne para comer. Então, toda tarde o Senhor fazia descer sobre o acampamento um bando de codornizes para alimentá-los. E ordenou a Moisés para dizer ao povo: “Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Dize-lhes, pois: ‘Ao anoitecer, comereis carne e, pela manhã, vos fartareis de pão. Assim sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus’”.

Revesti-vos com Jesus Cristo, o homem novo - Ef 4,17.20-24.

Aos cristãos de Éfeso São Paulo disse que Cristo é o homem novo. Que em Cristo se tornou plena a palavra de Gn 1,27: “O homem foi criado à imagem de Deus”. E exortou-os, dizendo: “Despojai-vos do homem velho, que se corrompe sob o efeito das paixões enganadoras, e renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. Revesti o homem novo, criado à imagem de Deus, que vive para sempre a verdadeira justiça e santidade”. Nós, também, somos hoje chamados a despir-nos do homem velho e revestir-nos com o homem novo em Cristo Jesus. Portanto, escolher Cristo significa romper a inclinação a solidarizar-nos com o homem velho de pecado, com o pecado do mundo, para andarmos atrás de uma constante renovação no Espírito, para vivermos na justiça e santidade, para sermos justos e retos.

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