“Este é o meu Filho amado. Escutai-O” - Conversando com o Bispo de 26 de fevereiro de 2021.


Jesus revela sua glória diante de seus discípulos - cf. Mc 9, 2-10

O Evangelho do primeiro e segundo domingo da Quaresma é de São Marcos e fala respectivamente das tentações de Jesus no deserto conforme foi lido em Mc 1, 12-15, e da sua transfiguração no monte Tabor como se lê hoje em Mc 9, 2-10. Marcos conta que Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, onde passou quarenta dias em retiro de oração e penitência e foi tentado por satanás. Ele afirma que Jesus derrotou a satanás. E que, em seguida, se dirigiu à Galileia onde iniciou a sua pregação, proclamando a proximidade do Reino de Deus e convidando a todos: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Neste segundo domingo da Quaresma, Marcos narra a transfiguração de Jesus no Tabor. Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou a um alto monte. Apareceram-lhe Moisés e Elias, representando a Lei e os Profetas do Antigo Testamento, os quais conversavam com Jesus. Pedro sugeriu fazer três tendas, numa tentativa de afastar Jesus da cruz. A transfiguração, porém, mostra que a cruz e a glória andam juntas. Para compreender essa realidade é preciso ouvir a Jesus e professar a fé nele como Filho amado de Deus. A cena do Tabor se liga à do batismo de Jesus no Jordão. Em ambas as ocasiões se forma uma nuvem que cobre a cena com sua sombra. E de dentro dela se ouve uma voz que diz: “Este é o meu Filho amado. Escutai-O”. Significa uma prefiguração da morte e ressurreição de Jesus. É um sinal de sua vitória sobre a morte, uma celebração da vida que passa pela morte. Ao descerem do monte, Jesus proibiu-lhes contar a alguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem houvesse ressuscitado dos mortos. Só a partir da ressurreição de Jesus se pode compreender o mistério da sua paixão e morte. Jesus aceitou a morte por causa de seu amor ao Pai e a todos os homens. Não há prova maior do que dar a vida por quem se ama. Foi o que Jesus fez. Esta é a lição para nós na Quaresma, vivermos em profundidade nossa restauração, tendo presente a transfiguração de Jesus que deu a sua vida por nós. A nossa transfiguração passa pela renúncia, mortificação e conversão. Temos de passar pelo mistério da cruz, se quisermos chegar à vida gloriosa em Cristo.


Deus não poupou seu único Filho - Rm 8, 31-34


Segundo Paulo devemos depositar toda confiança em Deus porque Ele é por nós e então a ninguém e a nada temos de temer neste mundo. Por causa de nós, Deus não poupou seu próprio Filho, mas o entregou para purificar-nos de nossos pecados. Se a tal ponto Deus nos amou, como duvidar que não nos daria junto com Ele todas as graças necessárias para nos salvar? Quem haverá de acusar os escolhidos de Deus, se antes de tudo e de todos Deus os declara justos? Quem os condenará? Evidentemente, Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou e está à direita de Deus, em algum dia deixará de interceder por nós? Claro que não. A resposta é clara e não subentendida. Cristo ofereceu a sua vida por amor de nós. O seu sacrifício foi agradável ao Pai e obteve para nós tão grande bem, a salvação eterna. Paulo responde a essas perguntas, que ele mesmo as fez, para evidenciar que não há maior prova do amor misericordioso de Deus em nós que permitiu o sacrifício do Filho e do Filho que deu a sua vida na cruz para reconciliar os homens e o mundo com Deus. Paulo fez também, em outra passagem, outra pergunta, próxima da que fizera como acima: “Se Deus está conosco, quem será contra nós?” Nada e ninguém é a resposta sugerida agora pelo Apóstolo. A esperança cristã, fundada no amor de Deus por nós, é mais forte do que a força dos homens e de todo o mundo. Nem mesmo a morte poderá suplantar a esperança que habita o nosso coração. “Pois a morte foi absorvida na vitória... Graças se rendam a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo!” (1Cor 15,54.57).

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