DIA DOS PAIS – Ano C -Dom Frei Caetano Ferrari, O F M




Jesus diz no Evangelho da Missa de hoje - Lc 12,49-53 - “Eu vim para lançar fogo sobre a terra e como gostaria que já estivesse aceso!” É simbólico esse fogo. Mas não significa o fogo do inferno, do castigo. Simboliza o fogo do Espírito Santo, o fogo do amor a Deus e da misericórdia divina pelos feridos do mundo. Mas esse não é tão pouco o fogo de uma paixão prazerosa, agradável, idílica. Significa o fogo do sofrimento resultante de uma prova dolorosa. Por esse sofrimento Jesus ficou conhecido como o Homem das dores. O contexto que explica essa fala de Jesus é o da sua viagem rumo à cidade santa, palco da sua paixão e morte. Lá, diz Ele: “Devo receber um batismo e como estou ansioso até que isso se cumpra!” A ansiedade é um misto de angústia e de pressa para que tudo isso se realize logo, a fim de que seja cumprida a vontade do Pai e realizada a libertação e salvação da humanidade pecadora.

Hoje é Dia dos Pais para ser celebrado com festa e com sentimentos de gratidão e carinho para com todos os pais, sem que nos esqueçamos das mães que tiveram o seu dia em maio. O foco de hoje é a paternidade, mas a festa leva-nos a ter presente a maternidade e, por consequência, a família. Na família há o pai e a mãe, as crianças, os jovens, os avós. A vida humana nasce de um homem e uma mulher que se amam e se unem gerando os filhos, criando-os, educando-os e encaminhando-os para que constituam depois a sua própria família. Sobre a base da família humana, conforme o plano do Criador, assim caminha a humanidade, construindo o reino rumo à vida eterna, plena e feliz. Por isso, nós cristãos, defendemos e promovemos a família. Ela é antes de tudo um projeto de Deus, não uma construção humana. Lembremo-nos como Deus criou do nada Adão e Eva e os fez de tal forma estruturados biológica, psicológica e espiritualmente e ordenados vocacionalmente para se tornarem os progenitores da humanidade; deles, portanto, descendem todos os povos. Numa outra oportunidade, Jesus recordou aos fariseus, que para pô-Lo à prova lhe perguntaram se é lícito repudiar a própria mulher, que desde o princípio, segundo o desígnio do Criador, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne: “De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não deve separar” (Mt 19,4-6). Com base no ensinamento divino sobre a família, a Igreja elaborou uma sólida doutrina sobre o matrimônio cristão e revestiu a união conjugal com a dignidade de sacramento nupcial, mediante o qual os cônjuges recebem a graça especial que os abençoa e fortalece e os acompanha por toda a vida. É um dos dez mandamentos “Honrar o pai e a mãe”. São João Paulo II, refletindo sobre o sonho da civilização do amor e o dever de construí-la, afirmou que “O futuro da humanidade passa pela família”. Ora, não há nem haverá civilização do amor sem a família humana.

Nesta data tem início a Semana Nacional da Família, uma promoção da Igreja no Brasil impulsionada pela CNBB. Na nossa Diocese começa também a Semana Diocesana da Família. O Setor Pastoral Vida e Família da Diocese, movimentando especialmente a Pastoral Familiar, o ECC, as Equipes de Nossa Senhora, a Comunidade Nossa Senhora da Esperança, o Retiro Sagrada Família, o Movimento de Equipes de Casais e as Famílias ROG, engajam-se com nossas Paróquias e Comunidades para apoiar e promover ações, sobretudo de oração, reflexão e serviço de caridade às famílias em geral e em particular às famílias “feridas”, carentes de misericórdia. O tema dessa Semana da Família é: “Amor Familiar, Vocação e Caminho de Santidade”. No próximo domingo haverá a grande Caminhada da Família, com início às 8h00, no Parque Vitória Régia, encerrando-se com a Santa Missa na Praça Rui Barbosa. Nesse domingo comemora-se também o Dia Municipal da Família. Venha com sua família participar.

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