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CRISTO REI - POR DOM RUBENS SEVILHA, OCD


Hoje, a Igreja encerra o ano litúrgico celebrando a solenidade de Cristo Rei. Iniciaremos o novo ano litúrgico no próximo Domingo, com o período de preparação para o Santo Natal, que é o Tempo do Advento. Nesta celebração de Cristo Rei, a Igreja nos convida a refletir sobre o reinado de Jesus em nossa vida e sobre o nosso mundo.

Tudo começa e termina em Deus, por isso o Apocalipse (1,8) diz que Cristo é o “Alfa e o Ômega” (o A e o Z), isto é, o princípio e o fim de todas as coisas. Não há nada que esteja fora do alfabeto divino. O tempo começa em Deus e termina n’Ele. Todas as coisas têm sua origem e seu fim em Deus. A história humana tem sua origem em Deus e n’Ele terá sua conclusão. Nossa vida começa em Deus e só terminará quando Deus quiser.

Neste sentido, podemos tirar algumas conclusões. Primeiramente, tendo cada pessoa sua origem em Deus, nenhum ser humano (ou lei humana) poderá destruí-la. Nem na sua origem (aborto), nem durante a sua existência (homicídio) tampouco no final da vida (eutanásia).

A Igreja não admite a pena de morte, pois só Deus tem poder sobre a vida humana e nenhuma lei dos homens pode estar acima de Deus. A Igreja não admite o aborto, pois toda vida tem sempre sua origem em Deus.

Em alguns países foi aprovada uma lei que permite o suicídio e também matar os velhinhos doentes ou pessoas com doenças graves e incuráveis. A estes suicídios e assassinatos oferecidos pelo poder público, dão o pomposo nome de eutanásia. Dizem que é um direito da pessoa querer morrer ou da família decidir sobre a morte do parente moribundo. Afinal, pensam eles, os velhinhos doentes só dão trabalho para a família e gastos para a governo e, portanto, o modo mais prático para resolver o problema é eliminá-los.

Além do desrespeito para com Deus e a cruel indiferença em relação à dignidade da pessoa idosa e doente terminal, está também o terrível egoísmo que provoca a superficial preguiça e comodismo, levando o homem moderno a não querer cuidar de ninguém, a não ser de si mesmo. O egoísmo exacerbado gera, inevitavelmente, pessoas cansadas e deprimidas ou, seu reverso, pessoas ansiosas e neuroticamente eufóricas.

Quando aceitamos o reinado de Deus, as coisas se harmonizam. A vida conduzida por Deus torna-se uma missão neste mundo. O sentido da vida cristã é amar a Deus sobre todas as coisas e amar aos irmãos como Jesus os ama. O reinado de Jesus implica também carregar a cruz de cada dia. Os nossos sofrimentos, de qualquer espécie e intensidade, estão sempre unidos espiritualmente aos sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nenhum sofrimento humano é em vão. Ele pode até não ser compreendido por nós e, de fato, não conseguimos entender ou explicar certos sofrimentos, mas na fé, sabemos que todos eles estão misteriosamente unidos à Cruz de Jesus. Assim sendo, todo sofrimento, como o de Jesus, desembocará na ressurreição. Nossa fé não termina na cruz, nossa vida não se fixa no atoleiro do sofrimento, ela sempre se eleva e se expande na eterna e infinita vida divina. Nós cremos e sabemos que somos mergulhados (batizados) na ressurreição de Cristo.

Quando Cristo reinar no teu coração, ele se acalmará. Quando Cristo reinar na tua família, ela será um céu. Quando Cristo reinar na nossa sociedade, ela será uma grande e única família humana, onde os irmãos caminharão de mãos dadas e, olhando para o Pai, viverão no amor, na justiça e na paz. Que assim seja.


Dom Rubens Sevilha, OCD.

Bispo de Bauru - SP.

24 de novembro de 2019.

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