ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA -Dom Frei Caetano Ferrari, O F M


Terceira semana do mês vocacional de agosto: É dedicada à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre a vocação para a vida consagrada dos religiosos e religiosas, dos freis e freiras, e dos consagrados e consagradas seculares.

Aparece no céu a mulher que gera o Messias - Ap 11,19; 12,1.3-6.10.

Neste trecho do Apocalipse a palavra “mulher” vem com dois sentidos. É Maria, que deu à luz um filho varão, ou seja, Jesus, o qual governará todas as nações com cetro de ferro. E ao mesmo tempo é Maria enquanto figura da Igreja. As doze estrelas indicam que ela é o povo das doze tribos, o Israel antigo, do qual veio Jesus, e o povo do novo Israel, a Igreja alicerçada sobre os doze Apóstolos. Esta Igreja, no século I d.C., haverá de se esconder da perseguição até que, no fim glorioso, o Cristo se manifeste em toda a sua plenitude. Maria elevada ao céu em corpo e alma aguarda igualmente a revelação de sua glória celeste. A mulher adornada com todo o seu esplendor – o sol, a lua e as dozes estrelas – simboliza todas as virtudes deste povo repleto de Deus. Todos os textos da Sagrada Escritura que se referem ao mistério da Igreja se aplicam à Virgem Maria, enquanto o verdadeiro mistério de Maria se insere no mistério da Igreja, ao mesmo tempo que o ilumina, conforme se pronunciou o Concílio Vaticano II. Nós cremos e esperamos que Maria assunta ao céu está ao mesmo tempo tão junto do seu divino Filho na glória como está junto de nós que peregrinamos aqui na terra.

Se Cristo ressuscitou, também nós ressuscitaremos - 1 Cor 15,20-27.

São Paulo em 1Cor 15 explana sobre a ressurreição corporal ora sintetizando verdades entre si ora comparando-as ou confrontando-as umas com outras. Por exemplo: Jesus que, segundo as Escrituras, morreu pelos nossos pecados e foi sepultado, e Jesus que, segundo as Escrituras, ressuscitou ao terceiro dia. Se Cristo ressuscitou, também nós ressuscitaremos. Se Cristo ressuscitou como primícias dos que morreram, todos ressuscitarão. Adão-Cristo, se em Adão todos morrem, em Cristo todos serão restituídos à vida. Junto do novo Adão, Cristo, está a nova Eva, Maria. Como Cristo ressuscitado da morte está na glória divina com a sua humanidade, assim também a nova Eva, estando associada a Jesus nesta vitória, goza com o seu corpo da glória celeste. Assim sendo, em Maria, a humanidade redimida reconhece sua meta. Nela nós celebramos a nossa vocação para a ressurreição e a vida feliz pela participação no céu da glória de Deus. E nela, ainda, admiramos a aurora e o esplendor da Igreja triunfante.

Magnificat - Lc 1,39-56.

Conforme o relato de São Lucas, Maria dá graças a Deus através do cântico de louvor do Magnificat. Rende graças a Deus ao professar sua fé, através do “Fiat” dado ao Anjo Gabriel, e ao prestar um serviço de caridade à sua prima Isabel, a quem cuidou durante três meses. Isabel repleta do Espírito Santo, quando recebeu Maria em sua casa, a saudou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” E exalta a maravilha e grandeza da fé: “Feliz a que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido”. Então, no Magnificat, Maria louva e agradece a Deus porque olhou para a humildade de sua serva e nela fez grandes maravilhas. Proclama a misericórdia de Deus que se estende de geração em geração. Engrandece a Deus que depôs dos tronos os orgulhosos e elevou os humildes. “Nós vos louvamos, ó Senhor, que não quisestes que sofresse a corrupção do túmulo aquela que gerou e deu à luz o Autor da vida, vosso Filho feito homem”. Rogai por nós, ó Maria, assunta ao céu.

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