A QUEM IREMOS? TU TENS PALAVRA DE VIDA ETERNA-Dom Frei Caetano Ferrari, O F M


Quarta semana do mês vocacional de agosto: É dedicada à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre a vocação para os ministérios e serviços dos fiéis leigos na comunidade.

O cristão renova a cada dia a sua fé em Jesus Cristo - Jo 6, 60-69.

Segundo São João, neste trecho evangélico, Simão Pedro, falando em nome dos doze, acrescenta à sua resposta a Jesus, conforme dita acima, esta sua opção clara por Ele: “Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o santo de Deus”. O contexto era da murmuração e do questionamento dos discípulos contra Jesus, julgando muito dura a sua linguagem sobre o “Pão da Vida”; “quem pode entendê-la?” Tanto que Jesus perguntou? “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes?” Então, Ele mesmo responde: “O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida”. Jesus questiona-lhes a falta de fé: “Alguns entre vós, porém, não creem.” São João afirma que Jesus sabia, desde o início, quais os que não acreditavam e quem era aquele que o entregaria. E acrescentou: “Por isso vos afirmei: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. A partir de então, muitos discípulos debandaram e não andavam mais com ele. Então, Jesus disse aos doze: “Vós também quereis ir embora?” Simão respondeu: “A quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna”.

Serviremos ao Senhor porque ele é o nosso Deus - Josué 24,1-2.15-18.

Josué conta que, depois da entrada na Terra Prometida, ele reuniu em Siquém todas as tribos de Israel, com suas autoridades, e começou a discursar lembrando-lhes que foi o Senhor quem chamou Abraão para aquela vocação especial de levá-los à terra prometida e quem os libertou da escravidão do Egito. Fazendo a memória desses grandes feitos do Senhor por seu povo, Josué recorda como outrora aquele povo fez uma opção decisiva pelo Senhor. Pois, o povo respondeu: “Longe de nós abandonarmos o Senhor para servir a deuses estranhos... Nós também serviremos ao Senhor porque ele é o nosso Deus”. Por conseguinte, aí está ele agora a interpelar todo o Israel a se posicionar novamente pelo Senhor: “Se não vos agrada servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses da terra, os ídolos pagãos, ou ao Senhor que os tirou do Egito. Pois: “Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”.

É grande este mistério, em relação a Cristo e à Igreja - Ef 5, 21-32.

São Paulo inicia esta passagem de sua carta aos Efésios com uma convocação geral: “Vós que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros”. Procedia assim para na sequência falar do mistério do amor esponsal de Cristo pela Igreja, no qual deve se espelhar o amor matrimonial entre o homem e a mulher. Ele aprofunda a sua reflexão dizendo que o amor cristão é imagem do amor de Cristo pela Igreja. Deduz que é grande este mistério do amor matrimonial dos esposos, quando visto em relação a Cristo e à Igreja. A relação de Cristo com sua Igreja é o princípio orientador da conduta da esposa e do esposo, ou seja, da forma da convivência esponsal entre eles. Assim sendo, diz Paulo, a família que vive na comunhão do amor e demonstra comum veneração por Cristo expressa o grande amor de Cristo por sua Igreja. E deve modelar a sua relação esponsal com a relação que une Cristo à Igreja. Portanto, sem este amor igual ao de Cristo não há sacramento do matrimônio. Sem dúvida alguma, Paulo se reveste de razão ao afirmar que “Este é um mistério grandioso, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja”.

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